Das duas uma: ou a pessoa quer, ou ela não quer, não tem meio termo.

Eu sempre tive o costume de me agarrar nas pessoas, mas com o tempo a gente vai aprendendo quem tá a fim mesmo. Pode ter certeza de que se o papo com o contatinho não está fluindo muito, talvez falte algum interesse de ambas as partes. Se um não pode e o outro também não, pelo menos na segunda ou na terceira tentativa algum dos dois tem que dar um jeito.

Mas mesmo assim mergulhamos nas mensagens enviadas, visualizadas e não respondidas, jogamos pro universo na tentativa de que ‘’está acontecendo alguma coisa que o fulano não está me respondendo’’. É que a gente sempre quer acreditar que o outro tá interessado, que o outro só não tem tempo porque tá estudando muito para as provas ou fazendo hora extra no trabalho. Nós nunca paramos para acreditar que nós somos seres humanos, e que tem gente que mesmo com o papo legal, não atrai.

Nunca dá para saber ao certo porque o crush perdeu o interesse, porque não insistiu, ou até mesmo porque parou de responder. A única quase certeza que possuímos é aquela recíproca. Aquela que quer te levar no cinema e dividir a pipoca, aquela que quer dar um rolê no pico tomando uma ceva, aquela que quer jogar papo fora, aquela que talvez você não esteja vendo por estar insistindo em expectativas rejeitadas.